A indústria de armazenamento de dados é hoje um dos
sectores mais dinâmicos nas tecnologias de informação. Devido em
grande parte à introdução de networking de alta disponibilidade
entre utilizadores e recursos de armazenamento, as tecnologias de
storage foram submetidas a novos processos de inovação e rápidas
transformações evolutivas. Paralelamente, a disponibilidade destas
novas tecnologias de armazenamento virtuais começam cada vez mais
a ser repetidamente solicitadas pelas grandes empresas e
instituições.
Os negócios, governos e instituições dependem da informação, seja
estruturada, não estruturada ou em estado não depurado e, ao
aplicar as novas tecnologias para proteger esses dados essenciais,
estas acabam por facilitar o seu acesso e simplificam
compreensivelmente a gestão sem grande esforço.
Desde o princípio dos anos 90, a inovação em armazenamento foi
produzindo um curso estável de novas soluções tecnológicas,
nomeadamente com o Fibre Channel, Network-Attached Storage, Server
Clustering e Serverless backup, High availability dual-pathing,
Point-in-time data copy (Snapshots), Shared tape Access,Storage
over distance, iSCSI entre muitos outros, e finalmente o storage
virtualization.
Cada uma destas sucessivas ondas de avanço tecnológico foi
acompanhada pela quebra de práticas precedentes, discórdia entre
fabricantes, excessiva contestação sobre o que cada uma dessas
novas tecnologias seria efectivamente capaz de fazer e finalmente
a elevada confusão provocada junto da opinião dos clientes.
Finalmente, entre cada etapa do desenvolvimento técnico
estabeleceu-se alguma aplicação útil, enquanto toda a poeira
levantada ao nível das campanhas de marketing surge no final como
um elemento de equilíbrio. Mas nenhuma inovação de armazenamento
causou tanta discussão no mercado como a virtualização.
Em resumo, a virtualização é a abstracção lógica dos sistemas
físicos de armazenamento e, quando bem implementada, esconde a
complexidade e os requisitos específicos do ponto de vista de
gestão desses sistemas físicos, por outro lado tem um tremendo
potencial para simplificar a gestão e reduzir os diversos custos
ao nível dos recursos de armazenamento. Os indicadores económicos
sobre a virtualizaçãodo armazenamento são muito objectivos:
redução de custos sem sacrificar a integração dos dados,
disponibilidade e performance.
Quanto à gestão tra d i c i o n a l do armazenamento, em
contraste, continua a ser algo desinteressante e excessivamente
longa. Com a introdução das redes de armazenamento, centralizou-se
as tarefas administrativas, consolidando sistemas dispersos e
ligados directamente em grandes recursos partilhados.
Muitos administradores podem agora gerir maiores capacidades e
suportar um elevado número de servidores, apesar de, cada
dispositivo necessitar de ser supervisionado, etc. Complexidade
implica custos e, descobrir formas para esconder essa
complexidade, automatiza dispendiosas tarefas e ainda satisfaz os
requisitos para poupar custos associados à alta disponibilidade e
rentabilidade.
Esta é a promessa da virtualização do armazenamento, e muitas
soluções actualmente estão perto de atingir este objectivo.
Outro objectivo altamente anunciado sobre a virtualização do
armazenamento é a elevada interoperabilidade. Os fabricantes de
dispositivos de armazenamento de dados têm trabalhado no sentido
de acompanharem as tendências do mercado ao nível dos padrões
standard de forma a permitirem uma conectividade base entre as
suas soluções.
Cada um, contudo, também desenvolve e implementa novas
funcionalidades na sua oferta como factor de diferenciação no
mercado, colocando por vezes problemas aos clientes devido á
heterogeneidade dos seus ambientes. Por exemplo, D2D data
replication são vendor-specific; EMC só funciona com EMC, IBM só
com IBM.
Através da virtualização qualquer storage vendor-specific poderá
fornecer uma oferta de replicação de dados em toda a sua linha de
produtos, desde “D2D to D2D2T”.
Com a virtualização ao nível do armazenamento de dados, começou a
ser possível replicar dados entre high-end storage arrays
e dispositivos de muito baixo custo como são os JBODs (just a
bunch of disks).
Paralelamente, dentro do mundo da virtualização, é fundamental
referir a importância das soluções de virtualização de bibliotecas
robotizadas (Virtual Tape Library). Muitas organizações que
utilizam actualmente soluções de armazenamento tape-based backup,
hesitam na mudança de ferramentas e processos de backup para
acomodar a sua estrutura de armazenamento, muitas vezes
monopolizando qualquer alteração até que uma situação de crise se
verifique. As bibliotecas virtuais constroem essa ponte.
A tecnologia VTL emula bibliotecas de
dispositivos de fita magnética, permitindo que as ferramentas
actuais de protecção de dados utilizem capacidade em disco, em vez
do tradicional media, e disponibilizam os benefícios da
velocidade, segurança e disponibilidade dos discos, para armazenar
e recuperar operações.
Em conclusão, os custos do hardware têm vindo a cair nos últimos
anos, os custos de administração e gestão do armazenamento de
dados são ainda sete vezes o custo do hardware, e para muitas
organizações, controlar estes custos é crucial para diminuir o TCO.
A consolidação do armazenamento permite realizar parte da solução
através da expansão ao nível da conectividade e reduzindo os
pontos de gestão. Contudo, depois da consolidação, continuamos a
necessitar de um método centralizado, de flexível gestão que
mascara a complexidade dos ambientes de armazenamento e que reduz
o overhead administrativo. É aqui que se encaixa a virtualização
de armazenamento de dados.