Já viu se, recentemente, comprou algum televisor em Taiwan?
Esta é uma pergunta que poderá ter de responder caso detecte que
foi vítima de fraude bancária, seja pelo roubo de informação ou
por clonagem do seu cartão de crédito ou débito. O roubo deste
tipo de informação tornou-se, nos últimos anos, um problema sério
e frequente com o qual instituições bancárias e entidades que
efectuam transacções online se debatem diariamente. A Informação
capturada é vendida em fóruns ou websites do tipo “http://visamc.biz/”
ficando os dados expostos a utilizações indevidas e fraudes
bancárias.
A segurança é cada vez mais um tema fundamental
para garantir a tranquilidade dos utilizadores e fazer crescer,
com solidez, o comércio electrónico. O Payment Card Industry (PCI)
Data Security Standard (DSS) foi desenvolvido pelas principais
organizações financeiras mundiais para diminuir o número de
fraudes com cartões de crédito.
O PCI DSS define um conjunto de boas práticas,
agrupadas em 6 categorias. Estas permitem criar as bases do
perímetro de segurança em redor da infra-estrutura de comércio
electrónico e munem a organização das ferramentas necessárias para
uma melhor protecção contra ataques vindos do exterior. São elas:
Construir e Manter Uma Rede Segura, Proteger os Dados do Portador
do Cartão, Manter um Programa de Gestão das Vulnerabilidades,
Implementar Medidas fortes de Controlo de Acessos, Acompanhar e
Testar Regularmente as Redes e, por último, Manter uma política de
segurança da informação.
Ainda assim, o PCI-DSS não é suficiente para
evitar a fuga de informação. As organizações devem ter, também,
uma abordagem mais lata quanto à protecção dos dados e adoptar as
melhores práticas de segurança, porque só assim conseguem
acautelar a informação sensível que foi confiada à sua
organização.
Em suma, para que este controlo consiga ser
eficiente, eficaz e, em simultâneo, conduzir à excelência do
serviço, deveria existir uma plataforma de gestão da segurança,
que permita identificar o nível de risco, as vulnerabilidades, os
incidentes, a sua resolução e um conjunto de indicadores que
facilitem o conhecimento global do nível de segurança.
Falhas mediáticas
Em 2007, o número de informações de cartões de crédito e débito
expostos ao risco por falhas de segurança atingiu máximos
históricos, estimando-se que tenham sido reportados mais de 163
milhões de registos perdidos ou roubados. Em Março de 2007, o
gigante norte-americano de retalho - a TJX - anunciou o roubo de
pelo menos 46,5 milhões de registos. De acordo com a Visa e a
Mastercard poderão ter sido 94 milhões -, numa falha de segurança
que poderá ter durado cerca de 18 meses.
Este caso obrigou as organizações a reforçarem
as medidas de segurança, de modo a recuperarem a confiança dos
consumidores. Ainda assim, em Março de 2008, foi novamente notícia
uma fuga de informação, desta vez na rede de supermercados
norte-americana Hannaford que expôs 4,2 milhões de números de
cartões de crédito e débito e originou 1800 casos de fraude.