/
 
Lisboa
Edifício Ramazzotti
Av. do Forte, Nº 6 - Piso 2
2790-072 Carnaxide
e-mail: dci@cesce.pt

Porto
Av. Sidónio Pais, 379
4100-468 Porto
e-mail: dci@cesce.pt

Contactos:
Tel: +351 21 302 55 00
Fax: +351 21 302 55 10

Business Continuity – O Desafio do negócio

O Jornal de Negócios/ 'Semana Informática' colocou algumas questões à CESCE SI sobre o tema Business Continuity com o intuito de poder elaborar um artigo sobre esta temática.

A CESCE SI - Grupo SIA, aceitou o desafio e com base na sua visão e experiência da Empresa respondeu às questões: Como tem evoluido o conceito; Como justificar o investimento; Como medir o risco; Qual a solução mais procurada; e, Quais os maiores desafios.

Leia aqui a entrevista completa e saiba qual a opinião do Consultor Sénior da Área de Continuidade de Negócio, CESCE SI/ Grupo SIA, Victor Llorente Gomez.


Semana Informática: Como tem evoluído o conceito de BC? Quais têm sido os principais drivers de crescimento nestes últimos anos?

Victor Llorente Gomez (CESCE SI): O principal objetivo deste serviço é dar às empresas uma base organizacional, tecnológica e operacional que garanta a continuidade e a gestão de crise das funções de negócio que estas entidades identificam. Tudo de uma forma coerente para com os critérios de integridade, disponibilidade e confidencialidade no tratamento e gestão da informação.

Este tipo de serviços evoluiu de uma forma muito importante ao longo dos últimos anos e já não tem apenas em conta a continuidade dos serviços a partir de um ponto de vista meramente tecnológico (Contingência Tecnológica), passando a ser feito através de uma aproximação mais global ao serviço encarada de um ponto de vista organizacional do negócio (Continuidade de Negócio), para que depois passe a ser modelada em sistemas para a Gestão da Continuidade de Negócio.

Os principais drivers que impulsionaram a contratação destes serviços nos últimos anos estão associados sobretudo aos quadros jurídicos, particularmente sectoriais (Basileia III, Solvência II, etc.) e a outros mais recentes de carácter mais geral, como a Diretiva 114/2008 para a Proteção de Infraestruturas Críticas que foi aplicada em grande parte dos países da União Europeia.

Por outro lado, as empresas têm a necessidade de garantir a continuidade dos seus serviços, optimizar a sua eficácia operacional e gestão tecnológica ao mesmo tempo que fazem importantes poupanças económicas em serviços e outros custos e racionalizam os investimentos e a contração de fornecedores. Os New Generation Business Continuity Programs são uma magnífica oportunidade para optimizações tecnológicas a nível de processos, funcionalidade e custos operacionais.


SI: E como evoluíram as tecnologias e os modelos de negócio associadas ao BC? O que temos hoje em dia?

CESCE SI: Basicamente, neste serviço as soluções têm evoluído em duas direções. O primeiro caminho destina-se a assegurar a gestão de uma forma real e abrangente para assegurar a continuidade dos negócios que garanta uma auditoria da atividade, que é orientada à melhoria contínua através de Sistema para a Gestão de Continuidade de Negócio já relativamente maduros. A segunda, puramente tecnológica, orientada para garantir a consistência entre os centros de produção e os centros de backup através de soluções que funcionam em cima das soluções de backup de qualquer fabricante em modo de leitura via execução de comandos remotos.


SI: O que procuram atualmente as empresas numa solução de BC? Que razões podem justificar o investimento?

CESCE SI: Para as empresas melhor preparadas, já não é possível fazer uma gestão real da atividade de continuidade de negócio sem suportar a sua gestão num Sistema para a Gestão da Continuidade de Negócio, já que os aspectos a considerar e a relacionar neste tipo de serviço são muito amplos.

Por outro lado, ao implementar um Sistema para a Gestão da Continuidade de Negócio, garante-se uma manutenção fácil e eficaz, um aumento da eficácia global operação e elimina-se a necessidade de recorrer a outros investimentos, internos ou externos, para atualizar recorrentemente a continuidade de negócio.

Outras empresas com menos maturidade ou de menores dimensões, começam a preocupar-se em ter planos de continuidade além dos de Disaster Recovery, pelo que as iniciativas que permitam dispor de funcionalidades do Sistema de Gestão de Continuidade de forma simples e económica, como por exemplo as que são baseadas na cloud, são muito importantes.


SI: Como é que uma empresa pode definir e medir o risco para a sua organização?

CESCE SI: O conceito de risco está a começar a deixar de ser o piloto da gestão de continuidade para passar a ser uma operação mais comedida e limitada do serviço através da gestão de resiliência, conseguindo assim uma gestão de continuidade mais eficaz. Existem várias métricas muito consolidadas como os modelos CRAMM, ou especialmente o NIST 800-30 e NIST 800-34 que, dependendo da tipologia da atividade do cliente, possam definir a sua resiliência ou, neste caso, o risco.


SI: O mercado do BC continua a estar maioritariamente reservado às grandes empresas? Porquê?

CESCE SI: É muito difícil colocar os serviços de continuidade de negócio num “pacote” ou transformá-los numa “commodity” capaz de dar uma resposta a entidades pequenas, em que a Continuidade é confundida com Segurança. Se for considerada toda a complexidade, nunca será um serviço orientado à pequena empresa nem terá sucesso em entidades de tamanhos reduzidos pela própria natureza do serviço. Por outro lado, iniciativas como as anteriormente citadas relativas a soluções cloud que permitem dispor das funcionalidades mais críticas (ainda que simplificadas) pode ser de grande interesse e utilidade para empresas de quase todos os tamanhos. E este é um dos desenvolvimentos mais prometedores que o nosso Grupo está a levar a cabo no mercado, o que irá, a certo nível, democratizar os Sistemas de Gestão de Continuidade.


SI: Qual o tipo de solução mais procurada?

CESCE SI: Soluções que permitam realizar um assessment ágil, que resulte numa identificação clara de cenários, que por sua vez permitam ser geridos através da modelização de alguns procedimentos que, finalmente, possam ser despoletados a partir de um quadro de comandos operacionais para dar uma rápida resposta a partir de uma gestão de crise regulamentada e colaborativa.

De um ponto de vista tecnológico, as soluções garantem a disponibilidade dos serviços em produção e garantem consistências entre produção e backups.


SI: Quais os maiores desafios do BC neste momento?

CESCE SI: Definir uma solução que garanta uma gestão realmente eficaz do ciclo de vida da continuidade de negócio das empresas, incluindo a gestão da crise (que é efetivamente a mais importante em caso de problemas), e que incorpore modelos colaborativos de atuação dentro e fora da empresas e funcionalidades de monitorização de redes sociais que deem resposta aos novos desafios oriundos da própria evolução da sua utilização (pode recuperar perfeitamente o negócio perante um incidente, independentemente de saber gerir de forma bem sucedida o branding da empresa nas redes sociais perante esse mesmo incidente).


SI: Que tendências se podem adivinhar ou acentuar neste mercado?

CESCE SI: Claramente, o valor e a diferenciação relativa à continuidade de negócio nos próximos anos será marcada pela forma como somos capazes de fazer a Gestão da Crise tendo em conta os desafios derivados da contínua evolução da sociedade.


SI: Que avaliação se pode fazer do mercado nacional neste momento e que tipo de expectativas de investimento têm para o curto/médio prazo para estas soluções?

CESCE SI: No decorrer desta crise, que já se prolonga há algum tempo, o mercado, de uma forma geral, prescindiu de serviços que, como os de continuidade, são de extrema importância. Independentemente disso, com a recuperação económica e, sobretudo, com a legislação atual a nível de proteção de infraestruturas críticas, prevê-se um aumento da procura deste tipo de serviços.



Artigos publicados:

"Novos desafios para a continuidade do negócio"
Jornal de Negócios, 'Semana Informática' publicado em Julho 2014 >> ver aqui

"Para onde caminha o business continuity?"
Jornal de Negócios, 'Semana Informática' publicado em Agosto 2014 >> ver aqui





voltar 
Informação Corporativa CESCE SI

A CESCE SI é uma companhia especialista no desenvolvimento de soluções tecnológicas para infra-estruturas de armazenamento e de segurança, serviços de gestão e consultoria. Com mais de 25 anos de existência, a CESCE SI tem mais de 200 clientes em Portugal e em diversos países de Língua Portuguesa, nos mais relevantes segmentos de mercado, como financeiro, segurador, telecomunicações, distribuição, indústria e administração pública.

A CESCE SI está integrada no Grupo SIA, conta em Portugal com uma equipa de 55 pessoas, e está localizada em Lisboa e no Porto.

Para mais informações, visite o nosso site em: www.cesce.pt

Ccontacto:
Departamento de Comunicação e Imagem
CESCE, Soluções Informáticas, S.A.
dci@cesce.pt
Tel. +351 21 302 55 00
Fax. +351 21 302 55 10
® CESCE, Soluções Informáticas S.A. | Suporte Técnico